domingo, 24 de abril de 2022
terça-feira, 19 de abril de 2022
Biografia em Rede - A Mineira mais Campista
A
MINEIRA MAIS CAMPISTA
Eliana
Garcia
Quem um dia encontrou
com uma senhora andando pela cidade carregando um galo em uma sacola pode ter
estranhado. Incomum!? Bizarro!? Esquisito!? Não. Era poesia. O famoso galo
chamava-se Manhã, nome inspirado no famoso poema Tecendo a Manhã de João Cabral
de Melo Neto: “Um galo sozinho não tece uma manhã/Ele precisará sempre de
outros galos/ De um que apanhe esse grito que ele/ e o lance a outro...”
Reafirmando: era poesia não só por isso. Era poesia porque Lucia Miners vivia
literalmente sua sensibilidade poética expressa tanto em seus textos quanto no
seu modo de vida. Uma vez Lucia plantou e colheu alimentos dentro de um cômodo
destelhado de sua própria casa. Convivia com plantas e animais como quem
convive com as pessoas.
Lucia nasceu em
Barbacena, Minas Gerais, em 1934. Viveu no Ceará e no Rio de Janeiro, onde,
durante a ditadura militar, criou um importante suplemento literário no jornal Tribuna
da Imprensa. Por meio desse projeto, ela realizou um expressivo intercâmbio
cultural com escritores de diferentes pontos do país. Conheceu Campos ao
organizar um ciclo de palestras para a Faculdade de Filosofia. Aqui, viveu e
trabalhou por trinta anos apaixonada pela cidade, pelo povo, pela cultura do
lugar e pelo rio. Dessa paixão caudalosa e molhada, surgiu o poema “Parahyba de
Mim” e muitos outros com os quais venceu vários festivais: “Sobre a tessitura
do existir/ o que dizer/ de amor?/ Do ser capaz/ de manejar todo o dia/ (cada
coisa em seu lugar)/ e de ser apenas/ a própria pessoa/ sem se diluir nos
outros/ e, ao mesmo tempo, recebê-los/ com a naturalidade da posse de um
abraço/ ou de seu próprio cabelo/ como poder? (...)”
A Lucia do Galo, como
muitos a conheciam foi mãe, avó, educadora, jornalista, escritora de prosa e de
versos primorosos. Possui uma escrita atual que desconstrói estereótipos, que
fala de temas delicados que afetam os sentidos de quem a lê. Mas Lucia precisa ser mais lida, melhor conhecida pelos
seus conterrâneos de coração. Por isso, Carolina Cássia, Christina Cruz,
Roosevel Maia e Vera Pletitsch, pessoas de e da cultura campista, têm fomentado
os “Encontros D’Balde” e o sarau
“Parahyba de Mim” com o objetivo de homenagear e difundir a obra da escritora . Além disso, ela possui
ainda material inédito que oxalá será publicado. O grupo busca caminhos para
valorização da sua obra. “Quando o galo cantar, os escritos de Lucia voarão.” E
ele cantará certamente, embora os tempos estejam sombrios para a arte.
Ela escreveu muitos de
seus poemas em guardanapos e folhas avulsas, espalhando-os entre os muitos
amigos. Geralmente, esse material era ilustrado por ela mesma.
Lucia Miners, uma
mulher inventadeira de histórias, criadora de versos que rimou Campos dos
Goytacazes e o rio que a corta ao meio com a sua inspiração mais profunda e que
partiu em 2012, deixando a impressão de que a sua cena ainda está em curso,
assim como o rio, e, que ela merece mais aplausos, pois, além do mais era a
mineira mais campista. Seus textos revelam e comprovam essa cidadania.
Nasceu entre as montanhas de Minas, mas veio para Campos
ainda jovem. É graduada em Letras pela FAFIC, Pós em Língua Portuguesa (PUC-BH)
e PÓS em Currículo e Prática de Ensino (PUC-RJ). É autora de livros de
Português para o Ensino Fundamental, de livros de literatura infantil “Nino sem
juízo” e assina uma coluna no jornal Terceira
Via.
Arquivo
de Fotos
Lúcia
Miners na Biblioteca Infantil do Palácio da Cultura – Biblioteca Nilo Peçanha, que
recebeu o seu nome.
Algumas
de suas premiadas obras infantis
Homenagem
a Lúcia Miners
terça-feira, 5 de abril de 2022
Biografia em Rede - Ir. Zilda de Castro
Ir. ZILDA
DE CASTRO
Maria
Emilia Juncá
Nas
décadas dos anos de 1940, 1950 e 1960, não era raro ver uma freira baixinha e
gordinha, véu preto esvoaçante, no meio da Alberto Torres, a rua mais
importante da cidade na época, parando um carro, um bonde, um ônibus ou até
mesmo uma ambulância ou uma “rádio patrulha”. Ir. Zilda de Castro estava em
ação. Vestida em seu hábito preto salesiano, ela não fazia questão de mostrar
discrição em seu trabalho. Parava o trânsito mesmo! Com isso, ela distribuía
cotas de responsabilidade social quando pedia carona, poupando seu tempo
dedicado aos pobres. Afinal, um problema social é um problema comunitário. Ela
estava certa.
Ir. Zilda
nasceu em Minas Gerais, em uma comarca de Mariana, Piranga, no início do século
XX, 1905. Entrou para o convento em 1929 e passou a ser o evangelho vivo. Ficou
até 1938 como missionária no Nordeste e veio transferida para o Auxiliadora, o
primeiro colégio salesiano em Campos dos Goytacazes- RJ, onde foi referência de
compromisso com o evangelho até morrer, em 1976.
Como toda
irmã salesiana, Ir. Zilda era educadora. Reza a lenda de que era uma excelente
professora de matemática, mas, na realidade do aqui e agora, suas contas
fechavam nas contribuições que pedia a negociantes, usineiros, doutores, fazendeiros
e quem mais estivesse a sua frente. Ela ia direto ao bolso e pedia mesmo. Era
um gesto de cobrança social: se alguém tem sobrando e seu próximo tem faltando,
ela se incumbia de equacionar o problema como pudesse.
Ela não se importava com a tradicional atitude
quieta e submissa sugerida às mulheres religiosas de sua geração. Ir. Zilda
impunha a vivência evangelizadora nos colégios, nos lares, no comércio, onde
quer que fosse. Ela coletava material por todos os cantos para aliviar a dor
dos que precisavam de seu dinamismo. Visitava a cadeia diariamente, andava por
toda a cidade com uma caderneta de apontamentos sempre cheia de compromissos. Frequentava
todas as esferas sociais, penetrava nos lugares mais variados e era respeitada
e reverenciada por todas as pessoas de todos os cultos, de todas as atividades.
Detalhe: tinha sempre seu terço no bolso, que rezava o tempo todo.
Quando menina, eu vi Ir. Zilda entrar no Depósito das Sedas, loja de
tecidos que era referência na cidade. Eu estava com minha mãe e a vi se
aproximar. "Seu Victor, preciso de flanela para levar para..." Na
mesma hora, a flanela foi cortada, embrulhada e com um "Deus te
abençoe", Ir. Zilda saiu para visitar mais uma família em dificuldade. Que
orgulho! Ela era freira no meu colégio!
A cena se repetia no setor onde a necessidade surgia: farmácia, material
escolar, armazéns. Todos respeitavam. Todos contribuíam. Todos estavam
conectados em sua rede de providências cristãs. Ir. Zilda era uma ponte que
protegia a privacidade de pessoas que se sentiam menores por serem humildes e,
muitas vezes, humilhados em sua condição precária.
As alunas salesianas, meninas de classe média, tinham um compromisso
todo sábado à tarde: o Oratório Festivo. Íamos brincar, rezar e orientar a
garotada da favela do Tamarindo. Assim a gente entendia o conceito de
fraternidade.
O tempo de Ir. Zilda passou. Ocupar-se das diferenças sociais passou a
ser secundário para obter o sucesso pessoal e a formação individual se tornou
prioridade para “ser alguém na vida". Os adolescentes se tornaram alvo da
mídia, o que distraiu a garotada para outros programas. Conforme os anos se
passavam, a dedicação a si mesmo recebeu destaque. Era cafona ser tão simples,
ser tão irmão. Os últimos anos da década de 1960 e a década de 1970 viraram o
rumo da classe média. A ênfase na individualização e na formação profissional parece
ter se tornado uma obsessão no ensino. Todo mundo queria ser "o
melhor". Esse tempo coincidiu com o envelhecimento de Ir. Zilda. Mesmo
assim ela continuou.
“Não tendo mais força para continuar suas andanças evangelizadoras e de
promoção social pelo interior do município, nas periferias e nas escolas
públicas da cidade, dedicou-se ao curso fundamental da Escola Noturna gratuita
do ‘Auxiliadora’, dando diariamente aulas de matemática para seus alunos
operários, comerciários e domésticas de 19h às 20h30. Conhecia cada um destes
alunos. Visitava-os em casa, arranjava-lhes emprego, orientava-os para a
qualificação profissional, ensinava-lhes também datilografia e violão.
Animava-os na luta por uma vida melhor, mais digna e responsável. Isto ela fez
até o dia 24 de agosto de 1976, quando tombou em silêncio para não mais se
levantar. Deixou a régua, o esquadro, o giz e a Bíblia.”
Ir. Suraya Chaloub, 06 de dezembro de 2000.
Maria Emília Juncá é licenciada em Letras, Português-Inglês pela Faculdade de Filosofia de Campos. Pós-Graduação em Educação Brasileira. Foi docente e Coordenadora do Curso de Licenciatura em Letras do UNIFLU. É autora da obra “Gaveta de Contos” e membro da Associação de Autoras e Autores Campistas.
Meus
sinceros agradecimentos a Dr. Welligton Paes, por sua atenção, sua cordialidade
em me receber em sua casa, sua dedicação à memória campista e, como eu, por ser
um apaixonado pela grandeza de Ir. Zilda.
Como pessoa próxima a ela desde menino, Dr. Welligton viveu
brincadeiras, aulas de catecismo, experiências que, generosamente,
compartilhou. Suas histórias pessoais, com detalhes vivos, somados à minha lembrança
de Ir. Zilda, trouxeram mais vida a este texto.
Arquivo de Fotos
Página do livro Hébivio Cordeiro sobre o Cemitério do Caju.
Lembrança distribuída por ocasião da missa de sétimo dia.
Texto publicado no jornal Monitor Campista
A autora Maria Emília Juncá com o bibliófilo Welligton Paes durante pesquisa.
A autora, o bibliófilo e sua esposa Neyde Teresinha.
quarta-feira, 30 de março de 2022
terça-feira, 29 de março de 2022
domingo, 20 de março de 2022
Poesia de Baurete Carvalho
Conceição Sardinha,
ilustre educadora!
Baurete
Carvalho
Uma
linda trajetória de vida!
Conceição
Sardinha em versos, poesia…
Mulher
guerreira, sábia, destemida…
Símbolo
da educação, harmonia…
Atuou
na direção do Liceu.
Mulher
encorajada, encantadora!
Seus
belos projetos desenvolveu…
Deixou
saudades, esta professora!
Fundou
em Campos o curso de História.
Teceu
caminhos de luz, paz, vitória!
Aos
sessenta e quatro anos faleceu…
Pianista,
tocava com primor!
Disseminou
conhecimento, amor!
Com
saber, suas funções exerceu.
Uma história eternizada
na educação…
Baurete
Carvalho
Com
simplicidade, amor,
esta
mulher dedicada,
lutou,
viveu com louvor,
deixou
marca registrada.
Otimista,
extrovertida,
trabalhou
com brilhantismo.
Sempre
foi comprometida,
símbolo
do dinamismo.
Mestra
sim, da educação,
sementes
de paz plantou,
com
fortaleza, união,
seu
espaço conquistou.
Referência
de cultura,
bordou
linhas do saber
e
com bondade, ternura,
eternizou
seu viver…
Esta
nobre professora
com
sua sabedoria,
foi
grande incentivadora,
trabalhou
com maestria.
A
poeta e trovadora Baurete Carvalho é autora dos livros de poemas “Roubaram o
coração de Julieth”, “O Canto Desajeitado” e “O Jardim de Sophia”. É membro da Acadêmico
Imortal Vitalício da Academia de Letras do Brasil seccional Campos dos
Goytacazes, membro fundador da Academia de Belas Artes do Rio Grande do Sul.
Academia de Ciências Letras e Artes de São Paulo, da UBT Campos dos Goytacazes
e da Associação de Autoras e Autores Campistas.
segunda-feira, 14 de março de 2022
Biografias em Rede - Dona Conceição Sardinha - Por Hélio Coelho
DONA
CONCEIÇÃO SARDINHA, Memórias
Afetivas.
Hélio Coelho
Destacarei apenas
alguns momentos de minha convivência com Dona Conceição, sendo certo que teria
muito mais para registrar sobre essa grande mulher, poderosa matriarca, notável
educadora e corajosa democrata nos tempos sombrios da Ditadura Civil-Militar
implantada em 1964.
Ingressei no Curso de
História da Faculdade de Filosofia de Campos em 1968, e logo no primeiro ano a
figura de Dona Conceição nos deslumbrava com as aulas de Introdução aos Estudos
Históricos. Ela era uma agitadora intelectual abrindo para a turma cenários que
nem imaginávamos que que pudessem existir em nossa formação de historiadores e
professores de História. Ela era enciclopédica, multi, transdisciplinar... Como
Professora e Chefe do Departamento, percebi que ela era o dínamo gerador da
energia do Curso de História! Ficamos amigos. Em 1971, no último ano do Curso,
ela me convidou para ser Professor do Liceu de Humanidades de Campos, com a
responsabilidade substituir o Professor Dr. Aldano Séllos de Barros que havia
recomendado meu nome para assumir suas turmas no Curso Clássico em face de sua
aposentadoria. Gratidão é a palavra aos dois, para sempre.
Dona Conceição tinha
uma visão revolucionária em relação à construção do corpo docente do Curso de
História da FAFIC, diga-se de passagem, modéstia à parte, um curso respeitado
no MEC e em várias partes do Brasil como pudemos perceber em vários encontros,
cursos e congressos de âmbito regional e nacional nos anos 70, 80 e 90... Ela
observava os alunos e alunas que se destacavam e então vinha o convite para
assumir uma disciplina no Curso. Sr. Abreu, Dumas, Hélio, Marluce, Maria Nilza,
Eu, Soffiati, Humbertinho, José Fernando, e outros/as, e assim ia mesclando
os/as mestres tradicionais com os/as novos/as apaixonados/as pela História
resultando num corpo docente entusiasmado e com elevado comprometimento com o ensino
da História. Mais uma vez, minha gratidão a ela pois ser Professor do Curso de
História da Faculdade de Filosofia de Campos em 1973, com vinte poucos anos,
foi um grande impulso em minha carreira profissional. Ali permaneci até 1991.
Dona Conceição, a
Diretora do Liceu nos anos 70, anos de chumbo, período de grande repressão do
Regime Militar... com uma “Reforma do Ensino” imposta pela Ditadura via
decreto-lei 5692/71 descaracterizando o Científico e o Clássico, tornando o
“ensino médio” Profissionalizante sem dar as mínimas condições para isso, numa
visível manobra de despolitização da juventude e sua inserção no “mercado” capetalista
que se apresentava como a redenção, o “milagre brasileiro”; sob os efeitos da
tirania do Ato Institucional nº 5, de 1968 e seus penduricalhos decretos 477 e
422 proibindo a política estudantil nas escolas e universidades, cerceando
diretórios acadêmicos e transformando combativos grêmios em mansos “Centros
Cívicos”, tudo isso para dizer o seguinte: um dia Dona Conceição me chamou no
gabinete e disse sem rodeios que desejava recriar o combativo espírito da
LAECE, a gloriosa associação de estudantes liceistas fechada pela Ditadura e
transformada em acomodado Centro Cívico, ainda que ostentando o nome de Professor João Batista Tavares da Hora, um
nome de respeito na história do Liceu e de Campos dos Goytacazes. Continuando,
ela me disse: Hélio, quero que você assuma a condição de Professor Coordenador
do Centro Cívico e mobilize os/as estudantes ao invés dessa fantasia que está
aí. Pode fazer, tem meu total apoio! Aceitei o desafio e apresentei uma ideia
arrojada para o momento que a deixou fascinada! Corria o ano de 1974, tudo era
divino, maravilhoso, mas era também muito perigoso... Disse-lhe: Dona Conceição,
vamos fazer uma eleição direta para o Centro Cívico! Vamos fazer um título
eleitoral para cada aluno/a do Liceu, vamos estimular a criação de dois
“partidos”, um moderado e outro mais radical... vamos marcar um calendário
eleitoral culminando com um debate no auditório entre os candidatos. Os olhos
delas brilharam e com aquele seu jeitão disse: Vamos fazer! Essa é a Democracia
Liceista! Foi um sucesso, uma participação intensa, um alvoroço que me deixou
muito feliz, com o surgimento de lideranças com Pascoutto, Mário Filho,
Lincoln, e tantos/as outros/as defendendo o PDE-Partido Democrático Estudantil
e o PEL-Partido Estudantil Liceista... em plena Ditadura Militar...Fizemos os
títulos eleitorais iguais aos originais, preparamos cédulas rubricadas pela
diretora, a campanha agitou o cotidiano do Liceu, o debate foi um espetáculo
cívico-democrático, e Dona Conceição vibrava o tempo todo. Procurei o Juiz
Eleitoral e expliquei o que estava acontecendo e pedi que ele nos emprestasse
as urnas das eleições reais e as cortinas das cabines eleitorais e ele...achou
tudo uma maravilha e inclusive compareceu no dia da eleição. Acho que se
chamava Genarino Pignataro, um Juiz corajoso pois o Judiciário estava cerceado
pelo AI-5. Bem, sob minha coordenação, realizamos mais duas eleições... Dona
Conceição deixou a direção e não sei bem o que aconteceu pois quem assumiu em
seu lugar não tinha o seu entusiasmo com as práticas democráticas naqueles
tempos sombrios. Fica aí o registro da Conceição Sardinha corajosa e democrática!
Dona Conceição tinha esse temperamento rebelde, libertário, ainda que no exercício do dever profissional fosse extremamente severa, rigorosa, cumpridora das regras estabelecidas para o exercício profissional, seja como Professora, Diretora ou Chefe do Departamento. Mas é que ela sabia “endurecer sem perder a ternura”... Estou dizendo isso porque se por um lado foi crítica da Ditadura, ela nunca escondeu seu patriotismo sincero, seu amor ao Brasil. E quando chegava o tempo dos desfiles cívicos de 7 de Setembro lá esta ela agitando os ensaios e conclamando alunos/as, professores/as e funcionários/as do Liceu para o glorioso desfile. Ela sabia que o povo de Campos só saia das ruas depois que o Liceu passasse com seu garbo, sua banda fantástica e os aplausos ao longo das ruas e avenidas...Ela sabia que o regime autoritário era transitório no tempo histórico, mas que o Liceu era marcado pela sina da eternidade. Acho que quando ela partiu na direção de todas as respostas ela partiu com a sensação de que estava indo pro Céu ouvindo os aplausos do povo e os acordes da Banda Marcial do Liceu de Humanidades de Campos.
Hélio Coelho Professor da UFF-Campos/Serviço Social, Membro da Academia Campista de Letras e da Associação de Autores e Autores Campistas. Mestrando em Desenvolvimento Regional, Ambiente e Políticas Públicas (PPGDAP-UFF-Campos/Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional).
Fotos:













