domingo, 19 de junho de 2022
sexta-feira, 3 de junho de 2022
Evento
quinta-feira, 2 de junho de 2022
Nova Diretoria
Suplência do Conselho Fiscal: Silvia Marcia Pessanha, Maria Emília Juncá, Ana Luísa Sousa
terça-feira, 17 de maio de 2022
Biografia em Rede - Nina Arueira
NINA
ARUEIRA
Maria Zilnete de
Moraes Gomes
A história de Campos
está cheia de mulheres importantes e incríveis que marcaram época, sendo de
grande relevância para a construção de nossa identidade e memória.
A minha homenageada é a
grande mulher Nina Arueira que nos ensinou a força, o poder e a liberdade de
ser quem somos com todos os nossos direitos e nosso protagonismo c/
sensibilidade, amor e generosidade.
Maria da Conceição
Arueira (07/01/1916 a 18/03/1935)
Era conhecida como Nina
Arueira, jornalista, poetisa, escritora e líder sindical.
Nasceu em Campos dos
Goytacazes - RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Filha de Lino Arueira e Maria
Magdalena Rocha e Silva.
Ela residia numa casa
na Avenida Alberto Torres, que atualmente não existe mais. Sua avó a chamava
pelo cognome “Pequenina” e o restante da família a tratava por“ Nina”. Este foi
o pseudônimo adotado por ela na adolescência.
Aos cinco anos de
idade, suas poesias eram publicadas no Periódico “Rindo”, sob o pseudônimo de “Princesa
de Vera Cruz”. Ela ditava as poesias e o pai as escrevia. Seu pai faleceu no
ano de 1928 e aos doze anos, ela já ajudava a sua mãe no pequeno comércio da
família. Devido a esses acontecimentos, ela amadureceu precocemente e esse
amadurecimento, refletiu em seus escritos.
Numa Comemoração Cívica
Municipal, datada de 15 de julho de 1924, com apenas oito anos de idade, Nina
Arueira, recebeu o primeiro bispo da cidade de Campos, D. Henrique Cesar
Fernandes Mourão.
Ela cursou o primário e
normal (incompleto) em sua cidade natal. Ingressou no Colégio Liceu de
Humanidade de Campos aos 15 anos e lá ganhou a fama de articulista e crítica.
Em suas conferências no
teatro local, criticava algumas instituições como a igreja católica, o capitalismo…
Militou na imprensa de
Campos e do Estado do Espírito Santo.
Escreveu o Manifesto “A
Mocidade de Minha Terra”, que gerou críticas e perseguições de jornalistas e
algumas pessoas da sociedade campista.
Conheceu Clóvis Tavares
e Adão Pereira e, juntos, fundaram um jornal estudantil. Esse grupo apresentou o Modernismo a
sociedade campista. Nessa época, Nina estava insatisfeita com a metodologia
aplicada no Liceu e abandonou a escola.
Na década de 1930, em
companhia de seus dois amigos do jornal estudantil, filiou-se a União da
Juventude Comunista. Foi um período de muitas lutas, iam para a porta das
fábricas, organizavam comícios e fundavam sindicatos. Nessa época, ela passou a
frequentar a sociedade Teosófica, apaixonou-se por Clóvis Tavares, seu
companheiro de lutas.
No dia 01 de maio de
1934, Clóvis Tavares e Nina Arueira discursaram no grande comício na Praça do
Santíssimo Salvador. Houve um tumulto e alguém ateou fogo à Bandeira Nacional. A
polícia considerou uma afronta ao governo e em consequência, Clóvis foi detido
e Nina escapou.
No período que Clóvis
ficou preso, Nina se afastou da militância política, correspondia com ele, mas
passou a se dedicar apenas as questões transcendentais. Nesse ínterim, ela fez
amizade com o Sr. Virgílio de Paula, que ela chamava carinhosamente de “vovô
Virgílio”.
Deprimida, Nina Arueira
contraiu tifo e para ter melhor tratamento de saúde, transferiu-se para a
residência de Virgílio de Paula e lá veio a óbito aos 19 anos.
Nina Arueira tornou-se
imortal porque os espíritas Kardecistas e os comunistas, atribuíram-lhe
características místicas de heroína e mártir.
Após a morte da noiva,
Clóvis Tavares recebeu uma informação que o espírito de Nina havia se
comunicado numa sociedade espírita. Essa notícia deu novo alento à sua vida e a
partir daí, ele tornou-se adepto da doutrina espírita, culminando na fundação
de um educandário inspirado e fundado pelo espírito de Nina.
Foram fundados grupos
assistenciais, mocidades espíritas e escolas com o nome Nina Arueira em sua
homenagem.
O CIEP 466 Nina
Arueira, localizada no bairro da Penha recebeu esse nome em sua homenagem.
A linda história de
amor de Nina Arueira e Clóvis Tavares e da Escola Jesus Cristo foi contada no
filme “Luz da Escola”, lançado em outubro de 2019.
Segue abaixo parte de
um dos mais belos poemas da jovem Nina Arueira:
“Meu espírito
vibrou na mudez da matéria...
Minha alma se
exaltou na vibração da luz...
Eu vivi sobre a
terra na espiração sidérea
De tocar com a
minha alma a lira de Jesus...
Da vida não vi
mais que a enganosa aparência,
Fictício tesouro
que a mim não seduziu,
Porque meu
coração era feito da essência
Evolada do céu e
para o céu subiu.
O mundo veio a
mim cheio de adulações...
E o mundo e a
sua corte, altiva, repeli...
Não conheci da
vida as tristes ambições,
Mas, a ambição
de lá feliz, eu conheci...”
Maria Zilnete de
Moraes Gomes
Nome literário:
Zilnete Moraes
Referências
bibliográficas:
http://
pt.m. Wikipedia.org>wiki
terceira
via.com.br
É natural de Presidente
Kennedy/ES. Formada em Magistério na Universidade Cândido Mendes em
Campos dos Goytacazes/RJ. É escritora, poeta e trovadora. Membro da UBT
Nacional e UBT Campos dos Goytacazes e da Associação de Autoras e Autores
Campistas.
Arquivo de Fotos:
segunda-feira, 9 de maio de 2022
Nossa Diplomação
domingo, 24 de abril de 2022
terça-feira, 19 de abril de 2022
Biografia em Rede - A Mineira mais Campista
A
MINEIRA MAIS CAMPISTA
Eliana
Garcia
Quem um dia encontrou
com uma senhora andando pela cidade carregando um galo em uma sacola pode ter
estranhado. Incomum!? Bizarro!? Esquisito!? Não. Era poesia. O famoso galo
chamava-se Manhã, nome inspirado no famoso poema Tecendo a Manhã de João Cabral
de Melo Neto: “Um galo sozinho não tece uma manhã/Ele precisará sempre de
outros galos/ De um que apanhe esse grito que ele/ e o lance a outro...”
Reafirmando: era poesia não só por isso. Era poesia porque Lucia Miners vivia
literalmente sua sensibilidade poética expressa tanto em seus textos quanto no
seu modo de vida. Uma vez Lucia plantou e colheu alimentos dentro de um cômodo
destelhado de sua própria casa. Convivia com plantas e animais como quem
convive com as pessoas.
Lucia nasceu em
Barbacena, Minas Gerais, em 1934. Viveu no Ceará e no Rio de Janeiro, onde,
durante a ditadura militar, criou um importante suplemento literário no jornal Tribuna
da Imprensa. Por meio desse projeto, ela realizou um expressivo intercâmbio
cultural com escritores de diferentes pontos do país. Conheceu Campos ao
organizar um ciclo de palestras para a Faculdade de Filosofia. Aqui, viveu e
trabalhou por trinta anos apaixonada pela cidade, pelo povo, pela cultura do
lugar e pelo rio. Dessa paixão caudalosa e molhada, surgiu o poema “Parahyba de
Mim” e muitos outros com os quais venceu vários festivais: “Sobre a tessitura
do existir/ o que dizer/ de amor?/ Do ser capaz/ de manejar todo o dia/ (cada
coisa em seu lugar)/ e de ser apenas/ a própria pessoa/ sem se diluir nos
outros/ e, ao mesmo tempo, recebê-los/ com a naturalidade da posse de um
abraço/ ou de seu próprio cabelo/ como poder? (...)”
A Lucia do Galo, como
muitos a conheciam foi mãe, avó, educadora, jornalista, escritora de prosa e de
versos primorosos. Possui uma escrita atual que desconstrói estereótipos, que
fala de temas delicados que afetam os sentidos de quem a lê. Mas Lucia precisa ser mais lida, melhor conhecida pelos
seus conterrâneos de coração. Por isso, Carolina Cássia, Christina Cruz,
Roosevel Maia e Vera Pletitsch, pessoas de e da cultura campista, têm fomentado
os “Encontros D’Balde” e o sarau
“Parahyba de Mim” com o objetivo de homenagear e difundir a obra da escritora . Além disso, ela possui
ainda material inédito que oxalá será publicado. O grupo busca caminhos para
valorização da sua obra. “Quando o galo cantar, os escritos de Lucia voarão.” E
ele cantará certamente, embora os tempos estejam sombrios para a arte.
Ela escreveu muitos de
seus poemas em guardanapos e folhas avulsas, espalhando-os entre os muitos
amigos. Geralmente, esse material era ilustrado por ela mesma.
Lucia Miners, uma
mulher inventadeira de histórias, criadora de versos que rimou Campos dos
Goytacazes e o rio que a corta ao meio com a sua inspiração mais profunda e que
partiu em 2012, deixando a impressão de que a sua cena ainda está em curso,
assim como o rio, e, que ela merece mais aplausos, pois, além do mais era a
mineira mais campista. Seus textos revelam e comprovam essa cidadania.
Nasceu entre as montanhas de Minas, mas veio para Campos
ainda jovem. É graduada em Letras pela FAFIC, Pós em Língua Portuguesa (PUC-BH)
e PÓS em Currículo e Prática de Ensino (PUC-RJ). É autora de livros de
Português para o Ensino Fundamental, de livros de literatura infantil “Nino sem
juízo” e assina uma coluna no jornal Terceira
Via.
Arquivo
de Fotos
Lúcia
Miners na Biblioteca Infantil do Palácio da Cultura – Biblioteca Nilo Peçanha, que
recebeu o seu nome.
Algumas
de suas premiadas obras infantis
Homenagem
a Lúcia Miners


































